Começamos digitalizando o açougue (software). Em seguida assumimos a logística dele (marketplace). Depois o fluxo de pagamento e crédito (fintech). É o mesmo playbook que Toast fez com restaurante nos EUA — só que aqui é açougue, no Brasil, e ninguém está fazendo.
O açougueiro paga 20–30% de comissão pro iFood, perde pedido no WhatsApp por demora no atendimento, não sabe o faturamento até o fim do mês e não tem sistema que entenda fracionamento por kg. Software genérico não resolve — mercado ou restaurante não é açougue.
Uma plataforma única que substitui três coisas ao mesmo tempo: o iFood (vitrine digital com pedido no WhatsApp), o sistema de PDV (com leitor de barras e balança) e a planilha do Excel (dashboard de faturamento + estoque + CRM). Nativo pro açougue — fracionamento por kg, cortes, peso variável.
Plataforma no ar, produto validado com o primeiro cliente (RIB 889, 2 lojas em POA + Canoas). Foco é provar retenção e ticket antes de escalar.
Com R$ 120k em 5 meses chegamos a 100–150 clientes, MRR entre R$ 50–75k e product-market-fit claro. Founders sem pró-labore — 100% do capital vira máquina de aquisição.
Com R$ 1M partindo de uma base de 150+ clientes, lançamos a logística própria (Meu Açougue Motos) e a área de educação (Academy). Cada nova vertical amplia o ARPU do cliente existente e cria moat de rede.
Com o PDV rodando em centenas de açougues, já estamos dentro do fluxo do dinheiro. A passagem natural é virar adquirente do nicho: maquininha, conta digital, antecipação de recebíveis e crédito para açougues e motoboys da rede. É o playbook de Toast, US$ 16 bi de market cap.
Três casos que validam o caminho: um americano mostra onde dá pra chegar; dois brasileiros mostram que o modelo funciona aqui. Nenhum deles toca o nicho do açougue.
Cada fase destrava um novo fluxo de receita sem matar o anterior. SaaS escala com clientes, logística escala com entregas, fintech escala com volume transacionado. Três curvas somadas.
| Indicador | Ano 1 | Ano 2 | Ano 3 | Ano 4 | Ano 5 |
|---|---|---|---|---|---|
| Fase 1–2 · SaaS | |||||
| Clientes ativos | 30 | 150 | 500 | 1.100 | 1.800 |
| Ticket médio (R$/mês) | 500 | 500 | 600 | 700 | 800 |
| MRR (R$) | 15k | 75k | 300k | 770k | 1,44M |
| Fase 3 · Logística | |||||
| Entregas/mês | — | — | 20k | 80k | 200k |
| Receita logística/mês (R$) | — | — | 30k | 140k | 380k |
| Fase 4 · Fintech | |||||
| TPV anual (R$) | — | — | — | 80M | 400M |
| Receita fintech/mês (R$) | — | — | — | 110k | 600k |
| Receita total/mês (R$) | 15k | 75k | 330k | 1,02M | 2,42M |
Quatro founders complementares — produto, tecnologia e duas frentes a serem descritas. Construindo o produto que a gente mesmo enxergou vazio no mercado brasileiro.
Não pedimos pouco por falta de ambição — pedimos pouco porque o time carrega estruturas próprias que nenhum concorrente tem. Cada linha abaixo é um custo que outras startups carregariam e nós não.